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CEI Domingos Rufino de Souza promove acolhimento para bebês e crianças com participação das famílias

  • Foto do escritor: DIPED SANTO AMARO
    DIPED SANTO AMARO
  • há 4 dias
  • 4 min de leitura

Como planejar o acolhimento inicial para receber bebês, crianças e famílias, de modo que se sintam seguros e acolhidos? 


Nos dias 05, 06 e 07 de fevereiro o Centro Educacional Infantil (CEI) Domingos Rufino de Souza realizou um acolhimento especial para bebês e crianças com a participação das famílias para dar início ao ano letivo. A ação teve como objetivo apresentar a escola, sua estrutura e a rotina que será vivenciada, fortalecendo o vínculo entre família e instituição. 


Antes dos bebês, crianças e famílias entrarem no espaço da escola a equipe da unidade preparou e organizou um espaço acolhedor para recepcioná-los, de forma que proporcionasse experiências e aprendizagens significativas. A coordenadora pedagógica, Andrea Katiane da Cruz, uma das responsáveis por planejar o acolhimento junto a equipe de educadoras e profissionais de apoio acredita que “o acolhimento no CEI é entendido como um processo permanente, presente no cotidiano da escola por meio do diálogo, do cuidado e da escuta sensível. Também temos momentos específicos previstos no calendário escolar, tais como: Dia da Família na escola, reuniões periódicas, entre outros. O ato de acolher promove aproximação, inclusão e o sentimento de pertencimento à comunidade educacional” explicou a coordenadora.


Equipe gestora da CEI Domingos Rufino (coordenadora pedagógica Andrea da Cruz, diretora Cristiani Ramos Cancelo e assistente de direção Carla Alessandra Sartorelli Guimarães) e a formadora da Ed. Infantil Deni Miranda 
Equipe gestora da CEI Domingos Rufino (coordenadora pedagógica Andrea da Cruz, diretora Cristiani Ramos Cancelo e assistente de direção Carla Alessandra Sartorelli Guimarães) e a formadora da Ed. Infantil Deni Miranda 

 Acolhimento e adaptação 


Nos primeiros dias de acolhimento a escola prepara um horário diferenciado para o processo de adaptação dos bebês e crianças na nova rotina. “Esse período de adaptação é um momento fundamental para a construção de vínculos, segurança emocional e bem-estar, sendo reconhecido pelo Currículo da Cidade de São Paulo como parte essencial do processo educativo na Educação Infantil. Trata-se de um tempo de acolhimento, escuta sensível e respeito aos ritmos individuais, no qual bebês e crianças começam a conhecer um novo espaço, pessoas e rotinas, sem romper bruscamente com suas referências afetivas” enfatizou Andrea.  


Presença dos responsáveis 


A presença do responsável durante esse período é indispensável, pois funciona como uma base de confiança, permitindo que bebê/criança explore gradualmente o ambiente. Esse acompanhamento também favorece a transição entre o contexto familiar e a escola, possibilitando que educadoras conheçam melhor os hábitos, necessidades e formas de comunicação de cada um. “Este ano, as famílias dos Berçários I e II permaneceram na escola, acompanharam a rotina nos dois primeiros dias de atendimento, conheceram melhor as educadoras, espaços, cuidados, alimentações e interações, ao mesmo tempo que tiraram suas dúvidas e entenderam nossas propostas, o que também pode ser considerado como momento formativo para todas e todos” explicou a coordenadora Andréa. 


Para o pai de Mateo Henrique, de 1 ano, Luiz Henrique Pereira Nascimento, esse momento despertou lembranças afetivas. “Reavivou memórias de quando eu brincava na escola. Hoje ela está bem mais estruturada, e acho bacana poder participar desses primeiros momentos com meu filho na volta às aulas”, comentou. 


 Fala do especialista 

No livro “Diário do acolhimento na escola da infância” do professor italiano da Universidade de Florença, Gianfranco Staccioli, destaca a importância do acolhimento: 
“Acolher uma criança na pré-escola significa muito mais que deixá-la entrar no ambiente físico da escola, designar-lhe uma turma e encontrar um lugar para ela ficar. O acolhimento não diz respeito apenas aos primeiros momentos da manhã ou aos primeiros dias do ano escolar. O acolhimento é um método de trabalho complexo, um modo de ser do adulto, uma ideia chave no processo educativo”. 


 Organização da unidade 


No início do ano letivo, a equipe realiza um planejamento cuidadoso, pensando na organização dos espaços, tempos e estratégias específicas de acolhimento. Esse processo começa ainda no momento da matrícula, quando as famílias preenchem formulários com informações importantes sobre a saúde, hábitos e características dos bebês/crianças, dados que são compartilhados com a equipe gestora. 


Após a matrícula, acontece uma reunião inicial entre a equipe gestora e a família, momento dedicado ao acolhimento, esclarecimento de dúvidas e orientações sobre a organização do CEI e sua concepção pedagógica. Também são realizadas reuniões individuais entre professoras e familiares, possibilitando conhecer cada bebê/criança em suas singularidades e fortalecendo a relação de confiança.

 

Para a mãe de Henri Lucca, de 1 ano e 2 meses, Jenifer Costa, o formato do acolhimento com a participação das famílias trouxe segurança. “Por ser uma mãe de primeira viagem, estava apreensiva com o início, mas nesses dias que acompanhei meu filho pude conhecer a estrutura da escola, a organização e o trabalho desenvolvido pelas professoras”, relatou. 


Segundo a professora Lilian Amorin Okamoto, o acolhimento permite que as famílias vivenciem os cuidados oferecidos aos bebês/crianças. “Pensamos em cada detalhe das materialidades e dos objetos que podem explorar, promovendo autonomia e liberdade de movimentos, respeitando o desenvolvimento infantil”, explicou. 


Pai acompanha bebê no parque durante acolhimento na CEI Domingos Rufino
Pai acompanha bebê no parque durante acolhimento na CEI Domingos Rufino

Cuidados com bebês recém-nascidos 


O acolhimento também contempla bebês muito pequenos. A mãe Jaqueline Bessa contou estar tranquila com a adaptação do filho Matheus, de apenas dois meses e meio. “É o segundo filho que matriculo aqui. Vejo que esse contato com outras crianças e com as professoras contribui para o desenvolvimento, inclusive na adaptação à mamadeira”, destacou. 


A professora Adriana Xavier Gomes ressaltou o cuidado especial com a alimentação dos bebês. “Há atenção tanto para os que ainda estão sendo amamentados pelas mães e um lactário para preparo das mamadeiras, quanto para os que estão em transição alimentar, com acompanhamento da equipe da cozinha”, afirmou. 


Equipe de educadores que atuam na sala BI (Thais Aquino, Lilian Okamoto e Adriana Gomes) 
Equipe de educadores que atuam na sala BI (Thais Aquino, Lilian Okamoto e Adriana Gomes) 

Desde 2024, o CEI Domingos Rufino de Souza também ampliou seu olhar para o acolhimento de crianças e famílias imigrantes, respeitando suas culturas e promovendo a troca de saberes. As ações de acolhimento continuam ao longo do ano em momentos como o Dia da Família na Escola e as Reuniões Pedagógicas. 


O acolhimento reafirma o compromisso da unidade com uma educação humanizada, pautada no cuidado, no respeito às diferenças e na construção de vínculos sólidos entre crianças, famílias e educadoras. 


Ficha técnica da CEI Domingos Rufino 

BI - 21 bebês (0-1 ano de idade)  

BII – 36 bebês (1-2 anos de idade)  

Minigrupo I – 40 crianças (2-3 anos de idade) 

Minigrupo II – 36 crianças (3-4 anos de idade) 

Total: 133 bebês/crianças  

Estrutura 7 salas de referência  2 refeitórios Solário Mini-quadra Quintal Parque Infantil com ampla área verde Horta Ateliê de Arte 



Rayka Lourenço

Estagiária de Jornalismo

 
 
 

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